Postado em: 19/4/2012 22:55:30
A secretaria de Obras, órgão responsável pela manutenção e fiscalização do local não tem cumprido com o seu papel. Toda estrutura do cemitério está precisando de uma reforma geral e atenção do poder público, que fecha os olhos para esta grave situação. As necessidades vão desde a cobertura para tempos chuvosos, iluminação noturna e vigias, para melhorar a segurança, além disso, a área interna precisa de melhorias nas acomodações para as pessoas que estão sepultando seus entes queridos.
O cemitério não é o melhor lugar do mundo, e em péssimas condições para atender indivíduos fragilizados pela perda de alguém querido, torna o trauma ainda maior.
Segundo um funcionário que quis se identificar com medo de perseguição política por parte do atual governante, Luis Carlos Ypê, o cemitério se encontra em um verdadeiro descaso. “A entrada é suja, o mato alto cobre os jazidos, há dificuldade de identificar os túmulos, e os muros estão prestes a cair. Outro problema gravíssimo, são os restos mortais que são possíveis ser vistos por qualquer um através dos buracos nos túmulos – trazendo a proliferação de vetores. A falta de manutenção regular dificulta a visita, por causa do mau cheiro que fica no local. Impedindo a circulação dentro do cemitério, que está mal cuidado e com objetos quebros”, afirma ele. Diante dos relatos da moradora, nota-se que na cidade não parece existir governante.
As reformas necessárias no local, obras para atender melhor quem utiliza o espaço para visitar entes e amigos, a recuperação de cada área danificada e mal cuidada, e a elaboração de instalações adequadas devem ser a meta da prefeitura. Com objetivos de melhorar as condições de circulação das pessoas por ocasião da grande visitação, salas de vigília com suporte de granito para as urnas fúnebres e recuperação da capela devem ser providenciados imediatamente. A Prefeitura de Itatiaia deve atentar para essas ações atendendo as carências da população.
Uma das maiores preocupações dos ambientalistas é sobre o necrochorume - liquido que é liberado pelo corpo de um indivíduo morto. Nada mais é do que um processo de decomposição de um ser vivo. O necrochorume é composto por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas, duas delas altamente tóxicas que atinge o lençol freático através da ação da chuva. A questão tratada é mais um problema ser solucionado, o descarte correto desses resíduos sólidos, para evitar contaminação.
São várias as questões que envolvem um cemitério. Mas o governo precisa estar atento a todas elas, principalmente tratar da manutenção do local e agir corretamente no despacho do necrochorume. Chega de descaso prefeito!
http://www.tribunadosmunicipios.com.br/v1/site/page/noticia.asp?id=187
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