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terça-feira, 20 de março de 2012

CAPS de Itatiaia pede socorro!!!

Os servidores do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de Itatiaia estão pedindo ajuda da população, pois este serviço foi esquecido pelas autoridades municipais de Itatiaia, não há a mínima estrutura, ou seja, uma equipe que realize o acompanhamento clínico do paciente.

Por exemplo, se um cidadão está passando por uma crise mental, o que fazer? Hoje os Bombeiros não fazem mais este atendimento em Itatiaia, pois alegam que é responsabilidade do CAPS. Levar o paciente ao Hospital Municipal não resolve, visto que não existe leito específico nem equipe especializada para atender. Em Resende e em Porto Real existem leitos específicos e equipes que ficam de sobreaviso, mas em Itatiaia isto não ocorre, o que resta às famílias é pedir a DEUS que nada aconteça de pior.

O Sindicato orienta que todos que necessitem ou não do CAPS façam uma reclamação junto ao Ministério da Saúde através do telefone 136 e ao Ministério Público.



Saiba um pouco sobre o CAPS.

Seu objetivo é oferecer atendimento à população, realizar o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), entre todos os dispositivos de atenção à saúde mental, têm valor estratégico para a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Com a criação desses centros, possibilita-se a organização de uma rede substitutiva ao Hospital Psiquiátrico no país. Os CAPS são serviços de saúde municipais, abertos, comunitários que oferecem atendimento diário.

É função dos CAPS:

- prestar atendimento clínico em regime de atenção diária, evitando as internações em hospitais psiquiátricos;

- acolher e atender as pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, procurando preservar e fortalecer os laços sociais do usuário em seu território;
- promover a inserção social das pessoas com transtornos mentais por meio de ações intersetoriais;
- regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental na sua área de atuação;
- dar suporte a atenção à saúde mental na rede básica;
- organizar a rede de atenção às pessoas com transtornos mentais nos municípios;
- articular estrategicamente a rede e a política de saúde mental num determinado território
- promover a reinserção social do indivíduo através do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

Estes serviços devem ser substitutivos e não complementares ao hospital psiquiátrico. De fato, o CAPS é o núcleo de uma nova clínica, produtora de autonomia, que convida o usuário à responsabilização e ao protagonismo em toda a trajetória do seu tratamento.

Os projetos desses serviços, muitas vezes, ultrapassam a própria estrutura física, em busca da rede de suporte social, potencializadora de suas ações, preocupando-se com o sujeito e a singularidade, sua história, sua cultura e sua vida cotidiana.

O perfil populacional dos municípios é sem dúvida um dos principais critérios para o planejamento da rede de atenção à saúde mental nas cidades, e para a implantação de centros de Atenção Psicossocial. O critério populacional, no entanto, deve ser compreendido apenas como um orientador para o planejamento das ações de saúde. De fato, é o gestor local, articulado com as outras instâncias de gestão do SUS, que terá as condições mais adequadas para definir os equipamentos que melhor respondem às demandas de saúde mental de seu município.

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